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Diferenças entre os tipos de tecidos e fibras!




Há muitos tipos de tecidos e fibras no mundo da indústria têxtil que possibilitam a criação de várias modelagens de roupas diferentes. Cada composição de tecidos apresenta características singulares que ajudam na hora de produzir determinada peça do vestuário.


Linho


O linho deriva de uma planta herbácea e, por não ter outras misturas de fibras em sua composição, é considerado um tecido nobre. Além disso, é muito resistente — apresenta uma alta durabilidade, que se eleva após cada lavagem — e bem mais rigoroso do que o algodão e as fibras naturais.

Sua utilização no mercado têxtil é bastante versátil, tendo em vista as particularidades que apresenta, como maciez ao toque e sofisticação visual. Por isso, o linho é ideal para produzir camisas sociais em gramaturas baixas, roupas de cama ou mesa, guardanapos etc.

Além do mais, seu uso em altas gramaturas é ideal para criar itens que necessitam de tecelagem mais rígida, a exemplo de almofadas e tapetes, entre outros tipos de artigos de decoração.


Algodão


O algodão é uma fibra vegetal de coloração branca bastante empregada mundialmente. Sua grande popularidade ocorre devido ao fato de ser:

  • Altamente confortável, leve, suave e macio ao toque;

  • Durável mesmo com muitas lavagens;

  • Descomplicado na hora de passar, sem danificar a peça;

  • Fácil de adquirir outras cores por meio de tingimento.

Com uma composição livre de outras misturas de tecidos, o material é puro e nobre. Por ser macio, é muito confortável e indicado para peças de roupa de cama e mesa, toalhas de banho ou rosto, itens do vestuário e roupas íntimas etc.


Fibras artificiais

Alguns exemplos de fibras artificiais são a viscose, o acetato e o liocel. Esses tecidos são fabricados pelo homem, mas trazem em sua composição algum polímero natural que é manipulado para se transformar em tais fios. O material se configura como bastante resistente, tem toque agradável e dificilmente é amassado.

Outro fator favorável é que quase não desbota. Um ponto negativo, por sua vez, é que esse tipo de fibra deve ser passado em temperatura baixa, pois concentra eletricidade estática facilmente. Com isso, não é difícil queimar a peça caso não tenha cuidado.


Fibras sintéticas

As fibras sintéticas são criadas pelo homem por meio de matéria-prima de produtos químicos, como da indústria petroquímica. Alguns exemplos de tecidos são:

  • poliéster;

  • acrílico;

  • poliamida;

  • elastano.

O material produzido é resistente, quase não desbota, seca rapidamente e amassa bem pouco. Por outro lado, pode impedir a absorção da transpiração, deixando a peça com cheiro de suor. Deve-se ter cuidado também ao passar esse tecido — para não danificá-lo com o calor, o ideal é utilizar temperaturas baixas.


Fibras naturais

As fibras naturais são retiradas da própria natureza e classificadas como vegetal, animal ou mineral, de acordo com a origem. Assim, é possível obter itens de coco, lã, seda e algodão, entre outros materiais.

Esse tecido é prático, bastante durável e resistente. Além disso, é confortável e apresenta um toque gostoso com flexibilidade. Dois pontos negativos em relação às fibras naturais são: amarrotam facilmente e podem perder a coloração com desgastes de uso, lavagens etc.


Viscose


A viscose, conhecida também como seda javanesa, é outro tipo de fibra artificial. Sua origem está na mistura da celulose, obtida por meio da madeira de árvores com pouca resina ou do línter de algodão, com substâncias químicas chamadas acetatos.

O padrão dos fios de viscose favorece a fabricação de roupas voltadas para o verão, pois permite uma maior circulação de ar, refrescando o usuário. Além disso, por serem bastante finos, têm um bom caimento — o problema é que, apesar de não terem transparências, muitas vezes precisam ser reforçados com forros.

Além do mais, a viscose:

  • é prática para ser tingida (e compatível com a maioria dos corantes utilizados nas peças feitas em algodão, desde que não haja a presença de enxofre);

  • tem baixo custo;

  • proporciona um toque agradável, devido à sua boa textura;

  • é fácil de passar ou lavar.

Seda


A seda é um dos tecidos mais conhecidos e caros do mundo, devido à sua aparência brilhante e por ser considerada uma peça luxuosa. Seu maior benefício é o conforto — tanto na questão térmica quanto em relação ao toque que oferece ao usuário.

Há mais de quatro mil anos, uma imperatriz da China percebeu que um inseto produzia fios interessantes em seu casulo e, ao retirá-los, era possível elaborar um belo tecido. Desse modo, a seda tem origem nos casulos do bicho-da-seda, larvas que futuramente se transformam na mariposa doméstica.

Seu processo de tingimento é iniciado após a tecelagem, com o uso de twills e crepes. Além disso, ela permite a impressão e o acabamento com bordados, a fim de atribuir mais elegância à peça. A única contraindicação é a luz solar, que pode acabar desbotando o tecido.



O tecido de lã é ótimo para produzir peças de inverno, como casacos, blusas e cobertores. Além de ser bem resistente a desgastes, ele apresenta uma boa duração e maleabilidade. No geral, é obtido a partir dos pelos de animais ovinos — com exceção da caxemira, que é retirada das cabras.

A lã também é útil para absorver a umidade e se adaptar a diversos espaços, mas sem perder a forma original. Por conta da sua grande resistência às rugas, não se trata de um material difícil de passar ou que requer tanto esse procedimento.


Poliamida


A poliamida é também conhecida como nylon e muito utilizada na confecção dos artigos de academia, como calças leggings ou camisetas, e de moda íntima. Isso porque se trata de um tecido sintético bastante confortável e leve, que permite uma maior movimentação.

Sua origem é de um polímero sintético, o que faz com que ela absorva pouca umidade, seque rápido e tenha uma boa resistência mecânica. Além do mais, o material não se deforma com facilidade e apresenta uma ótima durabilidade.


Poliéster


O poliéster, por sua vez, tem uma matéria-prima de origem fóssil. Apesar disso, seu processo de produção é barato e oferece bastante versatilidade aos tecidos, tanto nas cores quanto em relação à quantidade de brilho da peça.

O problema é que ele não permite uma boa circulação de ar nem oferece resistência ao calor. Por essa razão, é bastante indicado à confecção de itens para o inverno, que têm o objetivo de reter temperaturas.


Tencel


As fibras de tencel são um novo tipo de viscose feito de solventes que não oferecem danos ao corpo humano. Além disso, elas podem ser recicladas na maior parte das vezes. O tecido é confortável, forte, macio e tem uma aparência bonita e elegante, mas uma de suas desvantagens é que o processo de produção não é muito barato.


Viu só como é essencial ter conhecimento sobre a composição de tecidos? Entendendo as particularidades dos diferentes tipos de tecidos é que se pode elaborar peças com mais qualidade e beleza. Assim, você consegue fazer seu negócio evoluir com mais qualidade, satisfazendo o cliente.


Fonte: https://fcem.com.br/noticias/diferencas-entre-os-tipos-de-tecidos-e-fibras/

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